A despedida de Béla Guttmann

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Em 23 de setembro de 1956, um amistoso entre as seleções soviética e húngara, em Moscou, foi vencido pelos visitantes por 1 a 0, com gol de Zoltán Czibor, quebrando a invencibilidade da União Soviética em casa. 1956 foi um ano turbulento politicamente na Hungria, e essa partida é considerada como um dos motivos que levaram a uma onda de fervor patriótico na Hungria ao longo do mês seguinte, resultando em uma revolta estudantil em Budapeste, exatamente trinta dias depois. Durante essa revolta, um estudante foi morto em conflito com a Autoridade de Proteção do Estado (Államvédelmi Hatóság ou simplesmente… [Continuar a ler]

Espetacular vitória sobre o Peñarol no Uruguai

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A manchete que o Diário da Noite trouxe na página 11 de sua edição de 30 de janeiro de 1963 deixa poucas dúvidas a respeito da vitória são-paulina sobre o Peñarol, do Uruguai: “São Paulo F.C. espetacular: 5×3”. Já no “olho” (os subtítulos), a frase “A mais expressiva vitória de um quadro brasileiro, este ano, por gramados da América do Sul” não vale grande coisa, pois o primeiro mês daquele ainda nem tinha sido completado. Mas é só analisar melhor a situação, que se percebe que não foi qualquer vitória. Fazia pouco mais de um ano que o time uruguaio… [Continuar a ler]

A passagem de Evair pelo São Paulo

Evair no São Paulo

Poucos lembram-se do atacante Evair pela sua passagem pelo São Paulo, já em fim de carreira. Ele é mais lembrado como vice-campeão e vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1986, aquele que terminou com nosso segundo título nacional. E muito mais lembrado pelas suas passagens pelo Palmeiras, deixando sua imagem quase umbilicalmente ligada ao clube, por ter feito parte do time que os tirou de um jejum de títulos de quase dezessete anos, em 1993. E foi justamente de lá que ele veio para o São Paulo, após sua segunda passagem pelo clube. Mas a saída não foi tão indolor quanto… [Continuar a ler]

São Paulo no tapetão contra a Portuguesa

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Possivelmente, esta não foi a única vez que o São Paulo entrou no chamado “tapetão” para fazer valer algo que acreditava ser seu direito, mas foi neste caso que pensei quando me perguntaram se o São Paulo já fez algo parecido com o que o Fluminense está fazendo agora. O caso, obviamente tem suas diferenças, mas a natureza era a mesma. Corria o Campeonato Paulista de 1975. O São Paulo sobrou no primeiro turno e levou-o com facilidade. No segundo turno, também disparou à frente dos demais, mas isso pouco adiantou, já que o turno teria uma fase decisiva, disputada… [Continuar a ler]

Epopeia em Santa Catarina para ver o São Paulo

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Atenção. Este é um texto longo que fala um pouco (bem pouco) sobre futebol e um pouco (bem pouco) sobre turismo. É um “causo”. Se você pretende ler sobre a partida entre Criciúma e São Paulo, no Estádio Heriberto Hülse, em 1 de dezembro de 2013, esta não é, nem de longe, a melhor recapitulação. Fui a Criciúma com dois amigos, Michel e Rafael, no último domingo, para a partida do São Paulo contra o time local. Ela já não valia nada para nós, embora, quando compramos as passagens, houvesse perspectivas de o clube estar brigando contra o rebaixamento ou… [Continuar a ler]

A despedida de Pablo Forlán

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A participação de Pablo Forlán na campanha são-paulina no Paulistão de 1975 ajuda a explicar o fim da vitoriosa jornada do lateral-direito no Morumbi. A participação tricolor começou em 2 de março, mas Nélson (que mais tarde seria conhecido como técnico Nelsinho Baptista) já era o dono da lateral direita, depois de mais de três anos na reserva do uruguaio. Forlán só foi entrar em campo dezessete dias depois, na quinta partida do time, contra o Marília, no Pacaembu. Ele entrou aos 25 minutos do segundo tempo, para substituir o lateral-esquerdo Gilberto Sorriso, que tinha sofrido uma distensão muscular, e… [Continuar a ler]

Os novos uniformes retrô do São Paulo

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A Penalty organizou, na manhã de hoje, um evento para lanças camisas alternativas dos clubes com que mantém contrato. Um deles, o São Paulo, lançou seus novos uniformes retrô, que, ao menos por ora, não serão usados pelo time em campo, mas já estão sendo vendidos nas lojas. Os uniformes apresentados hoje foram as variações das duas camisas de jogo, um uniforme de goleiro e um uniforme feminino. Eles celebram o centenário de um dos primeiros ídolos tricolores: Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”. As camisas trazem, além do visual retrô, todos os logotipos em suas versões mais antigas, embora… [Continuar a ler]

Neste jogo o São Paulo perdeu a Libertadores de 1972

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Estima-se que havia mais de cem mil torcedores no Morumbi, embora o número exato não seja conhecido, pois a partida foi disputada com portões abertos. Além disso, a CMTC havia disponibilizado ônibus gratuitos para o Morumbi desde as 15 horas, saindo do centro e dos bairros da Freguesia do Ó, Ipiranga, Lapa, Penha, Pirituba, Santana, Santo Amaro e São Miguel Paulista. Às 18h30 daquela sexta-feira, feriado de Tiradentes, os alto-falantes transmitiram um discurso de cinco minutos do presidente Emílio Garrastazu Médici, seguido do hasteamento da bandeira nacional pelo governador Laudo Natel e da entonação do hino nacional, tudo naquele clima… [Continuar a ler]

Eliel alivia o sufoco e elimina o Santos

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Paulinho McLaren estava voltando de um afastamento por deficiência técnica, algum tempo antes de ficar famoso pelo seu conjunto de gols com a camisa do Santos. Mas o gol que ele comemorava ali, no Morumbi, poderia tê-lo marcado com herói já a partir daquela tarde de 2 de dezembro de 1990. Com seis minutos do jogo contra o São Paulo, o placar estava aberto e o Santos dominava a partida. Como havia perdido o jogo de ida, oito dias antes, na Vila Belmiro, por 1 a 0 (gol de Mário Tilico), o alvinegro precisava vencer por dois gols de diferença… [Continuar a ler]

Mitos sobre o Campeonato Brasileiro de 1977

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Li, um a um, os comentários publicados no texto do jornalista Juca Kfouri sobre o meu livro, São Paulo Campeão Brasileiro 1977, e tive nova prova de como as pessoas acreditam nos porta-vozes do “ouvi dizer”, tomando como verdade tudo o que for de encontro ao próprio interesse ou opinião, na maioria das vezes ignorando solenemente os fatos. Não pretendo me aprofundar nas acusações genéricas de que “o Galo foi roubado no Mineirão” e coisa e tal, pois nenhum dos acusadores citou lance algum a respeito. Mas há outros argumentos que são rebatidos facilmente com fatos. Por exemplo, a suspensão… [Continuar a ler]

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